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Como conseguir alunos pra academia fora de janeiro? Quem procura no resto do ano e como chegar até essa pessoa

João Sande Por João Sande, fundador da Sande Labs · 30 de outubro de 2026 · 7 minutos de leitura
Resposta curta: fora de janeiro, gente querendo treinar não falta. O que muda é que cada pessoa decide num dia diferente, puxada por um motivo da vida dela. Então comece pelas listas que a academia já tem: quem pediu preço e não fechou, e quem já foi aluno. Depois, esteja visível no Google no dia em que a vontade bate. O anúncio vem por último.

Janeiro. Recepção cheia, fila pra fazer avaliação, ficha atrás de ficha.

Aí chega março.

E abril. E junho.

A recepção fica olhando pra porta. Uma matrícula aqui, outra ali.

Muita academia trata isso como lei da natureza. Não é. E dá pra começar a mudar amanhã, sem gastar nada.

A resposta depende de três coisas:

  1. Quem procura academia fora de janeiro.
  2. Onde essa pessoa já está, perto de você.
  3. O que fazer, começando pelo mais simples.

1. Quem procura academia fora de janeiro

Em janeiro, todo mundo tem o mesmo motivo: ano novo, promessa nova.

Por isso parece que só existe aluno nesse mês.

Pensa no posto de gasolina na véspera do feriado. Fila dobrando a esquina.

Mas o carro não precisa de gasolina só no feriado. Precisa o ano todo. Só que cada um abastece num dia diferente.

Com academia é igual. No resto do ano, o motivo é pessoal. E aparece toda semana:

  • O médico pediu pra começar uma atividade física.
  • Tem uma data chegando: casamento, formatura, viagem.
  • A rotina mudou: emprego novo, mudou de bairro, filho entrou na escola.
  • Parou e quer voltar. Uma lesão, uma fase corrida, uma preguiça que durou demais.
  • Bateu um susto: a calça apertou, o fôlego faltou na escada, o exame veio diferente.

Repara: nenhum desses motivos tem data no calendário.

Então a pergunta certa não é "como faço um janeiro em maio". É: quando a vontade bater em alguém do bairro, a minha academia vai estar na frente dele?

E pra isso, o primeiro lugar a olhar é o que a academia já tem.

2. Onde essa pessoa já está

Quase toda academia tem duas listas paradas, sem uso.

A primeira: quem pediu preço e não fechou. Mandou mensagem, perguntou o valor, sumiu. Essa pessoa já teve o motivo. Só não deu o passo.

A segunda: ex-alunos. Gente que já treinou aí, conhece o espaço e os professores, e parou.

Um exemplo com números redondos.

Imagina uma academia com 400 ex-alunos dos últimos dois anos, todos com WhatsApp na ficha.

Se só 1 em cada 40 voltar depois de uma mensagem bem feita, são 10 matrículas.

Sem anúncio e sem desconto. Só com uma lista que estava na gaveta.

E tem um terceiro lugar: o Google, no exato momento em que alguém digita "academia perto de mim".

É como guarda-chuva. Ninguém compra no sol. Quando começa a chover, a pessoa compra da banca que está na esquina, não da melhor loja da cidade.

Agora, o que fazer com cada um desses lugares.

3. O que fazer, começando do zero

Vai por degraus. Os dois primeiros são mensagens prontas pra copiar.

Degrau 1: quem pediu preço e sumiu

Volta as conversas do WhatsApp dos últimos três meses. Quem perguntou valor e sumiu entra numa lista.

A mensagem não insiste no preço. Ela tira o medo de começar, que é o que quase sempre trava:

"Oi, Carla! Aqui é da academia, você falou com a gente em agosto. Ainda pensa em começar? Se quiser, marca uma aula pra conhecer, sem compromisso. Qual horário fica melhor, manhã ou noite?"

Repara no fim: duas opções. É mais fácil de responder do que "tem interesse?".

Degrau 2: o ex-aluno

Aqui o erro mais comum é mandar promoção logo de cara.

Quem parou de treinar, muitas vezes, está com um pouco de vergonha de voltar. A mensagem precisa abrir a porta, não empurrar:

"Oi, Rafael! Sentimos sua falta por aqui. Se estiver pensando em voltar, a gente monta um treino de retomada, no seu ritmo. Quer que eu veja um horário essa semana? Se preferir não receber mais mensagem, é só avisar."

Mande aos poucos, uns 20 por dia, pra recepção dar conta de responder.

E tire da lista quem pedir. Insistir com quem não quer é o jeito mais rápido de ter o número bloqueado.

Degrau 3: aparecer no dia da chuva

Confira o perfil da academia no Google como se fosse um aluno novo procurando.

Horário de funcionamento certo, inclusive feriado. Fotos recentes do espaço, com gente treinando. As modalidades escritas por extenso. Botão de WhatsApp funcionando.

E peça avaliação pra quem está satisfeito. Quem procura compara as notas.

Degrau 4: o anúncio, falando de um motivo por vez

Só depois dos três degraus vale colocar dinheiro em anúncio.

Anúncio de academia não precisa alcançar a cidade. Precisa alcançar quem mora ou trabalha perto, num raio que a pessoa topa ir de carro ou a pé.

E em vez de um anúncio genérico de "matrículas abertas", faça um anúncio pra cada motivo:

  • "Parou de treinar? Treino de retomada, no seu ritmo, a 5 minutos de casa."
  • "Só tem o horário do almoço? Treino de 40 minutos e você volta pro trabalho."
  • "Nunca treinou? A primeira semana é acompanhada de perto pelo professor."

Cada pessoa se reconhece num deles, e nenhum fala mal do corpo de ninguém.

Sobre verba, depende do bairro e da concorrência. Em negócio local, a Sande Labs recomenda começar com R$ 1.200 por mês. Lembrando que a Meta desconta 12,15% de imposto: dos R$ 1.200 pagos, R$ 1.054,20 viram anúncio de verdade.

Se quiser ver como isso funciona pra academia, estúdio e box, a Sande Labs explica na página de tráfego pago para academias.

Juntando as partes

Fora de janeiro, a vontade de treinar não some. Ela se espalha pelo ano, um aluno por vez.

E cada degrau pega essa vontade num lugar diferente:

  • A mensagem pra quem pediu preço pega quem já teve o motivo e travou.
  • A mensagem pro ex-aluno pega quem só precisava de um convite.
  • O perfil no Google pega quem decidiu hoje.
  • O anúncio pega quem ainda não conhece a academia.

Então, como conseguir alunos fora de janeiro?

Parando de esperar janeiro.

Amanhã cedo, abre o WhatsApp, volta três meses e faz a lista de quem pediu preço. Manda a primeira mensagem.

Na semana seguinte, os ex-alunos, 20 por dia.

Depois de um mês, conta quantos vieram conhecer e quantos fecharam. Esse número diz se já é hora do anúncio, ou se ainda tem aluno parado na gaveta.

Perguntas frequentes

Qual o pior mês pra academia?

Varia de cidade pra cidade, então o melhor é olhar as próprias matrículas mês a mês. Fora dos picos, a matrícula depende de motivos pessoais (o médico pediu, a rotina mudou, quer voltar), que aparecem toda semana.

Vale a pena dar desconto na matrícula pra atrair aluno?

Desconto puxa quem já estava decidido e ensina o aluno a esperar a próxima promoção. Antes de baixar o preço, vale tirar o medo de começar: aula pra conhecer, primeira semana acompanhada, horário que encaixa na rotina.

O que mandar pro ex-aluno voltar pra academia?

Uma mensagem curta, sem bronca e sem promoção logo de cara, oferecendo um treino de retomada e um horário na semana. Inclua sempre o jeito de parar de receber mensagem.

Anúncio de academia funciona fora de janeiro?

Funciona quando fala de um motivo por vez (voltar a treinar, treinar no almoço, começar do zero) e alcança só quem mora ou trabalha perto. Antes do anúncio, vale usar as listas que a academia já tem, que custam zero.

Como responder quem pergunta o preço da academia no WhatsApp?

Responda o valor, sem esconder, e já convide pra conhecer o espaço, com duas opções de horário. Quem não responder, volte a chamar alguns dias depois, perguntando se ainda pensa em começar.

Quer saber onde a sua academia está perdendo aluno?

A Sande Labs olha o caminho inteiro, do primeiro contato à matrícula, e mostra onde o interessado escapa: na resposta do preço, na aula pra conhecer ou no anúncio. Sem custo, resposta em até 30 minutos.

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João Sande

Quem escreveu

João Sande, fundador da Sande LabsAdministrador de formação, MBA em Gestão de Tráfego Pago, certificado em Meta Ads e Google Ads. Mais de cinco anos de marketing digital e mais de trinta negócios atendidos.