"Quanto eu preciso colocar de verba?" é a primeira pergunta que todo dono de negócio faz antes de anunciar.
E a resposta honesta é "depende". Só que "depende" sem explicação é enrolação.
Então vamos fazer diferente. A verba certa depende de três coisas, e você vai entender cada uma delas até o fim deste texto:
- O mínimo que o sistema precisa pra funcionar. Existe um piso, e ele não é opinião.
- O que faz cada resultado custar mais ou menos. Leilão, dólar, o imposto de 12,15% e a sua própria oferta.
- Quanto você quer vender. É daqui que sai o número final, de trás pra frente.
No fim, você vai conseguir fazer a conta do seu caso sozinho. Vamos por partes.
1. O mínimo: por que existe um piso
Imagina uma viagem de carro de 400 km. Você sabe que precisa de um tanque cheio.
Aí decide economizar e coloca um quarto.
O que acontece? Você para no meio da estrada.
Pagou a gasolina e não chegou.
Verba de anúncio funciona igual. Existe uma quantidade mínima pra chegar no destino, que é o cliente novo.
Colocar menos que isso não é economia: é pagar pra ficar no meio do caminho.
E por que existe esse mínimo? Porque quando você sobe uma campanha, a Meta e o Google ainda não sabem quem é o seu cliente.
Eles aprendem mostrando o anúncio pra gente diferente e observando quem responde.
É como um funcionário novo no balcão: nos primeiros dias ele erra, oferece o produto errado, demora.
Com o tempo, aprende quem compra o quê.
Só que esse funcionário precisa ver gente pra aprender. Se passam três pessoas por semana no balcão, ele nunca aprende.
A Meta, por exemplo, precisa de cerca de 50 resultados por semana (mensagens, pedidos, cadastros) pra sair da fase de aprendizado e estabilizar o custo.
Com menos que isso, fica testando pra sempre, e cada resultado sai mais caro.
Na prática, pra um negócio local, isso dá um piso em torno de R$ 30 por dia, ou R$ 900 por mês, numa campanha só.
Dá pra anunciar com menos? Dá.
Mas aí o resultado vira loteria. E, como você vai ver na parte 2, esses R$ 900 ainda não são o número final.
O piso garante que a campanha consegue aprender. O que ele não garante é quanto cada resultado vai custar depois que ela aprendeu.
Isso é a segunda parte.
2. O que faz o custo variar
Aqui está o que quase ninguém explica: anúncio no Instagram, no Facebook e no Google não tem preço de tabela.
Você não compra espaço. Você dá lance.
Toda vez que alguém abre o feed, várias empresas disputam aquele segundo de atenção, e quem oferece a melhor combinação de lance e qualidade aparece.
A sua pizzaria está disputando com a pizzaria do outro bairro, mas também com o banco, a loja de roupa e a operadora de celular.
Não no mesmo anúncio, mas no mesmo segundo.
Isso muda tudo, porque o custo de cada resultado passa a depender de coisas que estão fora da sua campanha. Quatro delas pesam mais:
O dólar
A Meta e o Google são empresas americanas, e o leilão delas é o mesmo no mundo inteiro.
Quando o dólar sobe, o custo de aparecer sobe junto, e o seu orçamento em real compra menos atenção do que comprava no mês passado.
Nada mudou na sua campanha, mas o custo por resultado subiu.
O imposto
De tudo que você paga em anúncio, 12,15% é imposto do governo e sai antes de virar verba.
Então R$ 1.000 pagos não são R$ 1.000 de anúncio: são R$ 878,50 comprando atenção e R$ 121,50 indo pro governo.
Pra ter R$ 1.000 de verba de verdade, você precisa pagar R$ 1.138,30.
É por isso que a Sande Labs recomenda pelo menos R$ 1.200 por mês: descontado o imposto, sobram R$ 1.054, acima do piso de aprendizado da parte 1.
Na hora de planejar, separe os dois: a verba de mídia, que compra atenção, e o imposto, que sai do caixa mas não aparece pra ninguém.
Misturar distorce a conta e faz parecer que o anúncio rendeu menos do que rendeu.
A concorrência na sua região
Quanto mais gente anunciando o mesmo serviço na mesma cidade, mais caro fica cada clique.
Uma clínica em capital paga mais por resultado que a mesma clínica no interior, com a mesma campanha.
A sua oferta e o seu atendimento
Esse é o único dos quatro que está na sua mão.
Anúncio de "conheça nosso serviço" custa caro por resultado.
Anúncio de oferta clara, com motivo pra agir agora, custa menos.
E se a pessoa manda mensagem e ninguém responde em dez minutos, o anúncio pagou por um contato que morreu no WhatsApp.
Resumindo a segunda parte: o custo de cada resultado não é fixo, e a verba não pode ser um número fixo pra sempre.
Ela precisa ser revisada todo mês, olhando quanto cada venda custou, não só quanto foi gasto.
Agora que você sabe o mínimo e o que faz custar mais ou menos, dá pra fazer a conta que interessa.
3. A meta: a conta de trás pra frente
Esquece "quanto eu posso gastar".
A pergunta certa é "quanto eu quero vender".
Exemplo com número real. Uma pizzaria atendida pela Sande Labs faz, em média, um pedido a cada R$ 4,41 investidos em anúncio (julho de 2026: 1.442 pedidos com R$ 6.360).
Se ela quisesse 300 pedidos a mais no mês, a conta é direta: 300 vezes R$ 4,41, mais ou menos R$ 1.300 de verba.
Acima do piso, então funciona.
A fórmula é sempre a mesma: quantos clientes novos você quer, vezes quanto custa trazer cada um.
Se o resultado der abaixo do piso da parte 1, você sobe pro piso. Se der acima, você tem a sua verba.
"Mas eu não sei quanto custa trazer cada cliente."
Normal. Ninguém sabe antes de anunciar.
É exatamente isso que o primeiro mês de campanha descobre, e por isso ele se chama aprendizado.
Desligar nas primeiras semanas é jogar fora o que você acabou de pagar pra saber.
Juntando as três partes
Agora dá pra entender de onde vem a faixa de R$ 600 a R$ 5.000 por mês que se vê em negócios locais, e por que a Sande Labs recomenda começar em R$ 1.200:
- O piso (parte 1) explica por que abaixo de R$ 600 quase nada aprende, e por que, somado ao imposto (parte 2), R$ 1.200 é o começo seguro numa campanha só
- O custo por resultado (parte 2) define quanto cada real compra, e muda mês a mês
- A meta (parte 3) diz até onde subir, enquanto a conta continuar fechando
E os três erros que mais queimam verba são exatamente ignorar cada uma das partes:
- Começar abaixo do piso "pra testar".
- Cortar na primeira semana ruim (que é o funcionário novo no balcão).
- Espalhar R$ 1.500 em cinco campanhas de R$ 300, onde nenhuma aprende.
Então, quanto colocar?
Quem está começando fica perto do piso, em uma campanha só, e passa o primeiro mês descobrindo o custo por venda.
Quem já sabe esse custo sobe a verba mês a mês, enquanto cada cliente novo continuar deixando mais do que custou pra trazê-lo.
Vale repetir, porque é o que importa: a faixa vai de R$ 600 a R$ 5.000, R$ 1.200 é o começo que a Sande Labs recomenda, e nenhum dos dois é a resposta.
O número exato depende do seu ticket, da sua margem, da concorrência na sua região e da sua meta.
E depende de uma coisa que só se descobre olhando o seu negócio de perto.
Ferramentas gratuitas
Antes de anunciar, arruma o que é de graça.O checklist do perfil do Google mostra em dois minutos o que falta no seu perfil pra aparecer no mapa, e o gerador de QR code de avaliação ajuda a juntar avaliação, que é o que faz o anúncio converter mais barato. Sem cadastro.
Perguntas frequentes
Qual o valor mínimo pra anunciar no Instagram e no Facebook?
Pra uma campanha conseguir aprender, o piso fica em torno de R$ 30 por dia, ou R$ 900 por mês, numa campanha só. Somando o imposto de 12,15%, a Sande Labs recomenda começar com pelo menos R$ 1.200 por mês.
Por que R$ 1.000 pagos em anúncio não viram R$ 1.000 de verba?
Porque 12,15% do valor pago é imposto e sai antes de virar anúncio. De R$ 1.000 pagos, R$ 878,50 compram atenção e R$ 121,50 vão pro governo. Pra ter R$ 1.000 de verba de verdade, é preciso pagar R$ 1.138,30.
Dá pra anunciar com R$ 300 por mês?
Dá, mas fica abaixo do piso que o sistema precisa pra aprender, e o resultado vira loteria. Com pouco dinheiro, o melhor é concentrar tudo numa campanha só e dar tempo pra ela aprender.
Como calcular quanto investir em anúncio?
De trás pra frente: quantos clientes novos você quer no mês, vezes quanto custa trazer cada um. Uma pizzaria atendida pela Sande Labs pagava R$ 4,41 por pedido em julho de 2026, então 300 pedidos a mais pediriam cerca de R$ 1.300 de verba.
Vale dividir a verba em várias campanhas?
Com verba pequena, não. R$ 1.500 espalhados em cinco campanhas de R$ 300 fazem nenhuma delas chegar ao volume que o sistema precisa pra aprender. Uma campanha bem alimentada rende mais que cinco famintas.
Quer saber o piso do seu caso?
Fala com a Sande Labs. A gente olha o seu negócio e te diz por onde começar, mesmo que a resposta seja "ainda não é hora de anunciar".
Falar com um especialista
Quem escreveu
João Sande, fundador da Sande LabsAdministrador de formação, MBA em Gestão de Tráfego Pago, certificado em Meta Ads e Google Ads. Mais de cinco anos de marketing digital e mais de trinta negócios atendidos.