Você decidiu anunciar.
Abriu o Google e leu que o certo é Google Ads. Abriu o Instagram e um vídeo jurou que é Meta Ads.
Os dois têm razão. Pra negócios diferentes.
"Qual é melhor?" não tem resposta. "Qual é melhor pro meu negócio?" tem, e dá pra responder hoje, sem gastar nada.
A resposta depende de três coisas:
- Como o seu cliente chega: procurando ou sendo pego de surpresa.
- Se tem gente buscando o seu serviço na sua cidade.
- Quanto cabe na verba, depois do imposto.
1. O seu cliente procura ou precisa ver?
Pensa em duas lojas na mesma rua.
Uma é a farmácia. Ninguém entra lá passeando. A pessoa entra porque está com dor de cabeça e quer o remédio agora.
A outra é a padaria. Muita gente nem ia comprar pão. Sentiu o cheiro na calçada e entrou.
O Google Ads é a placa da farmácia.
Ele aparece pra quem digitou "dentista em Feira de Santana". A vontade já existe. O anúncio só mostra o caminho.
O Meta Ads é o cheiro do pão.
Ele aparece pra quem rolava o Instagram sem procurar nada. O anúncio cria a vontade.
Por isso cada um combina com um tipo de negócio:
- Google primeiro: o que tem urgência ou que a pessoa pesquisa antes de escolher. Oficina, desentupidora, advogado, dentista, clínica médica, distribuidora.
- Meta primeiro: o que entra pelo olho e pela vontade. Pizzaria, hamburgueria, estética, móveis planejados, academia, pousada.
Uma pizzaria atendida pela Sande Labs é o caso clássico do cheiro do pão: anúncio no Instagram no horário da fome, pedido direto no cardápio.
Em julho de 2026, foram 1.442 pedidos, a R$ 4,41 cada.
Quase ninguém busca "pizza" no Google às 15h. Muita gente vê uma às 18h30 e decide ali.
Mas achar que o seu negócio é "de busca" não basta. Dá pra conferir.
2. Tem gente buscando na sua cidade?
Quase ninguém faz esse passo antes de escolher. E custa 10 minutos com o celular na mão.
O teste de 10 minutos
Abra o Google no celular, numa aba anônima, e digite o que o seu cliente digitaria. Sem o nome da sua empresa.
Repita com 3 ou 4 jeitos de pedir, e anote o que aparece:
- O que o Google completa sozinho. Se, ao digitar "dentista em", ele sugere o nome da sua cidade, tem gente buscando isso.
- Se aparece "Patrocinado" no topo. Concorrente anunciando é sinal de que a busca vende. Se ninguém anuncia, ou a busca é rara, ou a vaga está livre.
- Quem está no mapa. Os negócios que aparecem no mapa estão pegando essa procura de graça.
Pro número exato, existe o Planejador de palavras-chave, dentro do Google Ads.
Segundo a ajuda oficial (consultada em 03/11/2026), ele mostra a estimativa de buscas por mês e o custo médio pra aparecer.
Ele pede a conta configurada com dados de pagamento. O teste do celular já responde o principal.
O que fazer com o resultado
Muita sugestão, anúncio no topo e mapa disputado: o cliente procura. Google primeiro.
Pouca sugestão e nenhum anúncio: quase ninguém busca isso na sua cidade. Anunciar no Google seria abrir loja numa rua sem movimento. Meta primeiro.
E tem um detalhe que vale pros dois casos.
Se o seu perfil no Google Meu Negócio não aparece no mapa, arrume isso antes de qualquer anúncio. É gratuito, e é onde o cliente de busca olha primeiro.
O checklist do perfil mostra a ordem do que conferir.
Sabendo pra onde ir, falta saber se o dinheiro chega lá.
3. Quanto cabe na verba
Em negócio local, a verba costuma ir de R$ 600 a R$ 5.000 por mês. A Sande Labs recomenda começar com R$ 1.200, dependendo da cidade e do ticket.
Com R$ 1.200, a regra é uma só: um canal de cada vez.
Dividir R$ 1.200 em dois é como abrir duas lojas com o estoque de uma. As duas ficam de prateleira vazia, e nenhuma vende o bastante pra mostrar se funciona.
Duas contas mudam o número na prática.
No Meta, o imposto sai do valor pago: 12,15%. R$ 1.200 pagos viram R$ 1.054,20 de anúncio de verdade. Planeje com o número de baixo.
No Google, você define um orçamento diário médio. Pra R$ 1.200 no mês, cerca de R$ 40 por dia.
Não estranhe se um dia gastar mais.
A ajuda oficial do Google Ads (consultada em 03/11/2026) explica: num dia, a campanha pode gastar até o dobro do orçamento diário, mas no mês fica abaixo de 30,4 vezes esse valor.
Com R$ 40 por dia, o mês não passa de R$ 1.216.
Agora junta tudo numa decisão.
O checklist pronto pra copiar
Responda sim ou não. Cada "sim" é um ponto pro Google.
- O cliente costuma precisar de mim com pressa (dor, quebra, prazo)?
- No teste do celular, o Google completou a busca com a minha cidade?
- Apareceu anúncio "Patrocinado" de concorrente?
- O cliente compara 2 ou 3 opções antes de decidir?
- O que eu vendo é difícil de mostrar numa foto bonita?
4 ou 5 sins: comece pelo Google Ads.
0 a 2 sins: comece pelo Meta Ads.
3 sins: empate. Comece pelo canal em que você consegue responder mais rápido. Busca pede atendimento na hora. Instagram pede foto e vídeo toda semana.
Juntando as partes
Como o cliente chega diz qual canal combina.
O teste do celular confirma se essa procura existe na sua cidade.
E a verba diz quantos canais cabem agora: com até uns R$ 1.200, um só.
O segundo canal não é descartado, só entra na hora certa.
Ela chega quando o primeiro já trouxe cliente e você sabe quanto cada um custou. Aí o segundo vira complemento, não aposta.
Então, Meta Ads ou Google Ads?
Depende de como o seu cliente chega. E isso você descobre hoje.
Faz o teste de 10 minutos, responde o checklist e escolhe um.
Deixa rodando sem mexer toda hora, e pergunta pra todo cliente novo: "como você conheceu a gente?".
Daqui a dois meses, a escolha deixa de ser palpite. Vira número.
Perguntas frequentes
Google Ads é mais caro que Meta Ads?
O clique no Google costuma custar mais, porque quem clica já está procurando o serviço. Mas o que importa é quanto custa cada cliente, não cada clique. Um clique caro de quem quer comprar pode sair mais barato que dez cliques de quem só estava olhando.
Dá pra anunciar no Google e no Instagram ao mesmo tempo?
Dá, mas com verba de até uns R$ 1.200 por mês, dividir costuma deixar os dois fracos. O mais seguro é começar por um, descobrir quanto custa cada cliente e só então abrir o segundo.
Preciso de site pra anunciar no Google Ads?
Pra campanha de pesquisa comum, sim, o anúncio leva a uma página. Quem ainda não tem site pode começar pelo perfil no Google Meu Negócio, que é gratuito, ou pelo Meta Ads com anúncio que abre o WhatsApp.
Quanto tempo esperar antes de trocar de plataforma?
Pelo menos algumas semanas com a campanha rodando sem mudanças grandes, porque os dois sistemas passam por um período de aprendizado no começo. Trocar com poucos dias é julgar pelo pior momento da campanha.
Impulsionar post no Instagram é a mesma coisa que Meta Ads?
Não. O botão de impulsionar é uma versão simplificada, boa pra visibilidade e seguidores. O Gerenciador de Anúncios da Meta deixa escolher o objetivo, como mensagem no WhatsApp ou venda, e medir o resultado.
Ainda na dúvida sobre por onde começar?
A Sande Labs olha como o cliente chega até o seu negócio, quanto ele busca na sua cidade e o que a sua verba aguenta, e mostra qual canal faz sentido primeiro. Sem custo, resposta em até 30 minutos.
Quero meu diagnóstico gratuito
Quem escreveu
João Sande, fundador da Sande LabsAdministrador de formação, MBA em Gestão de Tráfego Pago, certificado em Meta Ads e Google Ads. Mais de cinco anos de marketing digital e mais de trinta negócios atendidos.